PROGRAMA 17-07-2012

SALA DOS SONS

DIFUSÃO SONORA DE OBRAS MUSICAIS ELETROACÚSTICAS DO COMPOSITOR  LUCIANO ZANATTA

DIREÇÃO ARTÍSTICA: PROF. DR. E.F.FRITSCH

ONDE: Sala dos Sons – Av. Paulo Gama, 110 – 2 andar da Reitoria da UFRGS
QUANDO: 17 de julho – horário: 18h

ENTRADA FRANCA

Aparelho e Composição (2012)

Recital onde são apresentadas composições resultantes de um trabalho investigativo em Composição Musical. Explora-se aqui a relação entre “composição” e “aparelho”, onde composição é o resultado de um processo e aparelho é um dispositivo que proporciona um certo tipo de atividade e/ou interação.

O programa será composto por sete obras em primeira audição, todas produzidas em 2012. As peças consistem em combinações de hardware e software montadas com vistas a que se obtenha um resultado musical singular – individualizando em cada obra a imbricação  composição/aparelho. Esta relação indissociável torna enevoada a separação entre a concepção da obra e a sua realização no tempo, caracterizando-se, pois, cada peça como uma composição–performance.

As peças apresentadas neste recital serão especializadas utilizando os recursos da Orquestra de Autofalantes da Sala dos Sons, em sistema Hexafônico e 7.1.

Luciano Zanatta nasceu em Porto Alegre em 1973. Estudou Composição na Ufrgs com Celso Loureiro Chaves e Antônio Borges Cunha, obtendo os títulos de Bacharel, Mestre e Doutor em Composição. Participou do grupo o Os Relógios de Frederico, lançando três discos. Gravou também um disco solo chamado Volume 2. Atualmente é professor adjunto do Dep. De Música da Ufrgs.

REPERTÓRIO

1)      Diego Silveira ou Drama Psicológico em Volume Baixo

2)      Mirrertz

3)      Be a eat less

4)      Dedução e Linguagem

5)      13:31

6)      É tudo fita

7)      23:32

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PROGRAMA 02-07-2012

SALA DOS SONS

PALESTRA SEGUIDA DE DIFUSÃO SONORA DE MÚSICA ELETROACÚSTICA

MINISTRANTE:GUILHERME BERTISSOLO

ONDE: Sala dos Sons – Av. Paulo Gama, 110 – 2 andar da Reitoria da UFRGS

QUANDO:02 de julho – horário: 14h

ENTRADA FRANCA

Resumo:

Após uma pequena contextualização sobre a Escola de Música da UFBA,  sua estrutura e seus grupos, abordaremos a pesquisa de doutorado em  fase de conclusão no Programa de Pós-Graduação dessa universidade. Versaremos a relação entre música e movimento para a composição musical, baseadas no Contexto da Capoeira Regional de Salvador, e abordaremos brevemente as etapas da pesquisa já cumpridas, ilustrando as incursões teóricas em trechos de obras eletroacústicas e instrumentais.

Bio:

Guilherme Bertissolo nasceu em Porto Alegre. É Mestre e Doutorando em Composição pela UFBA, atualmente a sob orientação do prof. Paulo Costa Lima, com período sanduíche na University of California, Riverside, sob orientação de Paulo C. Chagas. Foi premiado em concursos de composição no Brasil e no exterior, e teve obras apresentadas em diversas das mais importantes cidades brasileiras, nos EUA e na Europa. É membro da Oficina de Composição Agora, em Salvador, e Professor Assistente I na UFBA.

Concerto

 

Música eletroacústica na Bahia

1- Groove (Dub) (2011)

Compositor: Alexandre Espinheira (*1972)

Acusmática, com difusão quadrifônica

Duração total: 4’30”

Sobre a obra:

A peça é montada completamente com sons de instrumentos de percussão e tendo como base a estética Dub. Segundo a Wikipedia, no Dub “as trilhas instrumentais são saturadas de efeitos processados (delay e reverb) aplicados a pedaços da letra e em algumas peças da percussão, enquanto os outros instrumentos passeiam entrando e saindo da mixagem, e algumas vezes do tempo da música.”

Sobre o compositor:

Alexandre Espinheira é Doutor em Composição pela UFBA. Teve obras estreadas em diversas cidades brasileiras, em Portugal e nos Estados Unidos. Foi premiado em concursos no Brasil. Organizou o “III Festival Internacional de Música Contemporânea PPGMUS-UFBA” (2010), coordena o projeto “Música de Agora na Bahia” e é membro da OCA, Oficina de Composição Agora.

2-  m’bolumbümba 2 (2012)

Compositor: Guilherme Bertissolo (*1984)

Acusmática, com difusão quadrifônica

Duração: 9’15”

Sobre a obra:

m’bolumbümba 2 é uma plêiade de desdobramentos criativos oriunda da instigante interação entre música e movimento na Capoeira Regional, onde essas instâncias são indissociáveis. Os gestos musicais e de movimento são engendrados a partir de um arcabouço conceitual inferido no contexto. “m’bolumbumba” é nome do berimbau em Angola e o trema estabelece um neologismo com a sonoridade “bimba”, em referência a Mestre Bimba.

Sobre o compositor:

Guilherme Bertissolo nasceu em Porto Alegre. É Mestre e Doutorando em Composição pela UFBA, atualmente a sob orientação do prof. Paulo Costa Lima, com período sanduíche na University of California, Riverside, sob orientação de Paulo C. Chagas. Foi premiado em concursos de composição no Brasil e no exterior, e teve obras apresentadas em diversas das mais importantes cidades brasileiras, nos EUA e na Europa. É membro da Oficina de Composição Agora, em Salvador, e Professor Assistente I na UFBA.

3- CiberTórax (2011)

Compositor: Jean Menezes da Rocha  (*1987)

Acusmática, com difusão quadrifônica

Duração: 7’00”

Sobre a obra:

CiberTórax é uma experiência estereofônica de (re)síntese granular sobre amostras pré-gravadas em processo de manipulação low-tech. Um estudo sobre partículas digitais intrusas no pulmão e em tudo o mais que possa dele depender: impulso, fôlego, fluxo e resistência.

Sobre o compositor:

Jean Menezes da Rocha começou seus estudos musicais em 1998, na FUNDARTE (Montenegro/RS). Graduou-se pela UERGS, é Mestre e Doutorando em Composição UFBA. Teve peças estreadas em Nova Iorque, Salvador, Porto Alegre e Montenegro. Tem estudado composição e realizado masterclasses com professores tais como Paulo Costa Lima, Wellington Gomes, Alexandre Birnfeld, Jon Appleton, Felipe Lara, Eric Ewazen, Paulo Chagas, Jaime Reis e Pedro Pinto Figueiredo.

4- etnex o falatório (2011)

Compositor: Alex Pochat (*1974)

Paisagem Sonora, com difusão quadrifônica

Duração: 14’00”

Sobre a obra:

A partir de incursão na Feira de São Joaquim (SSA-BA) e consequente coleta de material sonoro, surge etnex o falatório, composição que lida com os falares de Salvador e toda a riqueza audio-gestual-cultural que emana desse universo musical.

Sobre o compositor:

Alex Pochat, Mestre em composição pela UFBA e membro-fundador da OCA (Oficina de Composição Agora), dedica-se à produção e difusão de música contemporânea, principalmente no que diz respeito a seus vieses populares e étnicos. Algumas de suas premiações incluem a opereta para soprano, narrador, dançarinos, faladores, grupo de câmara e grupo de rock, A extraordinária saga do Seu Vanguarda (obra de composição coletiva, OCA), e o Concerto para Sitar e Orquestra (compositor e solista).

Primeiros Eventos(13-12-2011)

SALA DOS SONS

Série Música Eletroacústica

Direção Artística: Prof. Dr. E. F. Fritsch

13/12 – 12h30min

 

Guilherme Bertissolo  m’bolumbümba

            m’bolumbümba foi a primeira obra escrita a partir da pesquisa ora realizada no curso de doutorado em Composição (Universidade Federal da Bahia/University of California, Riverside), que versa sobre a interação entre música e movimento na Capoeira Regional. Essa obra tem como material de base sons extraídos deste contexto, compreendendo desde o próprio Mestre Bimba tocando berimbau até sons gravados em rodas de capoeira na Fundação Mestre Bimba pelo próprio compositor. Foram realizados processos de síntese cruzada através do software CSound, de maneira a gerar material compositivo. Foi também realizada uma cuidadosa edição de um toque de berimbau e seus elementos constituintes, em escala microscópica. Além disso, diversos processos na obra foram derivados das noções inferidas no contexto da Capoeira, conformando uma espécie de reverência a essa manifestação.

Guilherme Bertissolo é compositor e instrumentista, Mestre e Doutorando em Composição pela Universidade Federal da Bahia, (sob orientação de Paulo Lima). Teve obras estreadas em diversas importantes cidades brasileiras e no exterior. Sua obra Um Truco numa Carona recebeu o Primeiro Prêmio no II Concurso “Ernst Widmer” de Composição, na categoria Duo de Violões, Exceto, para piano e percussão, foi apresentada na XVIII Bienal de Música Contemporânea Brasileira em 2009, Reação foi premiada na 10º edição do Concurso Carl von Ossietzky (Oldenburg, 2010), Elucubrações INKZ foi apresentada no XXV Panorama da Música Brasileira Atual (2010) e Esquecimento recebeu o Primeiro Prêmio 2º Concurso de Composição Professor “Antonio Fernando Burgos Lima” (2011). Foi finalista do Concurso Camargo Guarnieri de Composição (2010) e teve obra estreada no Festival de Inverno de Campos do Jordão. Organizou o III Festival Internacional de Música Contemporânea PPGMUS-UFBA (2010) e o VI Encontro Nacional de Compositores Universitários (2008). Foi professor substituto no Departamento de Composição, Literatura e Estruturação Musical da UFBa nos anos de 2009 e 2010. Atualmente realiza parte da pesquisa na University of California, Riverside, sob orientação de Paulo C. Chagas.

 

 

 

Urgência (2008) – Abel Roland – 2008

            A peça Urgência foi composta no Centro de Música Eletrônica no primeiro semestre de 2008 como estudo no curso de composição da UFRGS. Sua principal característica estética é a reflexão sobre a duração do tempo nos dias atuais utilizando para esta reflexão a estaticidade sonora, valorização de diversos ruídos e a dicotomia existente entre ruídos e sons pontuais. Para ser composta a peça foi feito um catálogo sonoro com os programas Nord Modular e o Nord Modular Demo e gravado em Pro Tools. Após a gravação do catálogo no Pro Tools foi feita a edição da música neste mesmo programa. Basicamente foram utilizados apenas efeitos de corte e colagem dos sons originais. Os poucos plug-ins que foram utilizados para a manipulação sonora foram: Pitch’n Time, Reverse, GRM Reson e GRM Shuffling.

Abel Roland iniciou sua carreira artística em 1988 como músico. Foi bolsista/pesquisador do CME/UFRGS por cinco anos. As pesquisas desenvolvidas neste período ganharam diversas menções honrosas. É formado em Composição Musical pela UFRGS e Cinema pela PUCRS. No ano de 2011, começou o Mestrado em Cinema na Universidade Pompeu Fabra (Espanha). Trabalha principalmente com música eletroacústica e eletroacústica mista, vídeo instalações e filmes com um tratamento diferenciado do áudio.

 

 

COFFEE BREAK (2007, reedição 2008)  – Alexandre Fritzen da Rocha

 

            Peça composta no segundo semestre de 2007, no Centro de Música Eletrônica da UFRGS – CME – para a disciplina de Música Eletroacústica II, orientada pelo Prof. Dr. Eloy Fritsch e revisada em 12 de junho de 2008. Para criar o catálogo sonoro desta peça o compositor utilizou materiais usados no preparo do café, como rabo quente esquentando a água, som de chaleira, xícara, colher, canecos de metal, água. Estes sons foram processados com plugins de transformação de áudio, em especial plugins da GRM. A obra é dividida em seis seções, todas com transições entre si e metamorfoses de um material a outro, havendo reaparecimentos de materiais que foram mostrados no início da peça. Há um pedal representado pelo som do rabo quente esquentando a água que vai do início ao final da peça, funcionando como material unificador das seções.

Alexandre Fritzen da Rocha (Porto Alegre, 1985) é mestrando em Práticas Interpretativas – órgão – pelo Programa de Pós-Graduação em Música da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, sob orientação da Dra. Any Raquel Carvalho. É Bacharel em Música (ênfase em Composição Musical), formado em 2009 na UFRGS. Estreou peças suas no RS, MG e GO. Compositor de trilhas sonoras para cinema, dança e teatro. É também produtor do Música de PoA.

 

 

Aspectos da Mudança (2008) – Daniela Amorim Faria       

            Aspectos da Mudança foi composta em 2008 na disciplina de música Eletroacústica I sob orientação do Prof. Dr. E.F. Fritsch. Inicialmente foi utilizado o software Pro Tools, no qual sons sintetizados através do Nord modular G2 foram processados utilizando plug-ins diversos. A peça original foi criada em sistema estéreo, sendo posteriormente espacializada em sistema 7.1. Possui três regiões contrastantes que podem ser percebidas pelos timbres e pelos diferente gestos sonoros apresentados. Na primeira região, sons mais circulares conduzem a um novo ambiente. A segunda região é mais curta e o momento de maior agitação é dominado por ruído branco. No terceiro momento são utilizados sons agudos e delicados com pulso constante que encaminham para o final da peça.

         Daniela Amorim Faria estuda música desde os 6 anos. Realizou graduação em Composição Musical na UFRGS  sendo orientada pelo Prof. Dr. Antônio Carlos Borges Cunha. Já participou de eventos como Música de Porto Alegre, Mostra de Música Contemporânea, Concerto de Música Eletroacústica e Acusmática e o Festival Contemporâneo. Tem apresentado peças tanto para meios acústicos como eletroacústicos desde o ingresso no curso de composição.

Primeiros Eventos(06-12-2011)

Apresentação de Música Computacional – Estréias – 06/12/2011 – 12h30min.

 

Prof. Orientador: E. F. Fritsch

 

            Um dos primeiros receios com relação à composição automatizada, é que ela poderia substituir seres humanos na composição, do mesmo modo que as execuções de gravações substituíram músicos em muitos locais. Cinco décadas após ampla publicação dos experimentos do pioneiro na composição por computador, Lejaren Hiller, isto não ocorreu. Ao contrário, a música computacional algorítmica, automática e interativa passou a ser um campo fértil para a produção musical.

            A apresentação de peças musicais criadas no computador utilizando diversas técnicas composicionais busca mostrar a produção  realizada pelos alunos do Curso de Composição Musical da UFRGS. Nesta oportunidade a comunidade poderá tomar contato com o mais recente repertório de música computacional da UFRGS criado por estudantes que aprenderam a compor com o software Pure Data. Participam dessa apresentação os alunos da disciplina de Computação Musical do professor E.F. Fritsch: Alberto Ritter Tusi, Israel Kralco Machado, Sergio Balthazar de Lemos, Vinicius Azzolini de Lima, Elder dos Santos Oliveira Junior e Renan Manito Guzzo.

 

            Duração Aproximada: 45 min. 

Apresentação de Música Computacional

Composições produzidas em Pure Data na disciplina Música Computacional

Prof. Orientador E. F. Fritsch

 

06 de dezembro de 2011

Sala dos Sons – 2o. Andar da Reitoria

 

 

Gritos Calados, Mortas Esperanças (2011) – Elder Oliveira

 

Peça musical com sons não-ortodoxos de saxofone espacializados em oito alto-falantes. Nesta obra ocorre a citação à canção tradicional portuguesa, o Fado “Maldição”, conhecida mundialmente através da interpretação de Amália Rodrigues. Tal citação ora é obscurecida, ora é evidenciada pelo saxofone que controla os sons pré-gravados.

 

Elder Oliveira

 

Elder Oliveira, nascido na cidade do Rio Grande, começou seus estudos musicais aos 7 anos de idade. Aos 14, estuda Saxofone com o Maestro e Major Adão Ribeiro. Ingressa no ensino superior de música em 2008, na habilitação em Composição Musical.

 

 

Esparolíngia Orgônica (2011) – Sergio Lemos

A peça inicia com um improviso entre o bandolinista e o computador. As frases do instrumentista e as gravações escolhidas aleatoriamente são disparadas por notas pré-estabelecidas pelo compositor e se confundem, formando uma teia contrapontística e textural, que hora se adensa e hora se rarefaz. A energia vai pouco a pouco sendo liberada, cada vez de forma mais intensa como se cada liberação encorajasse outra um pouco maior, até que ela é totalmente descarregada num grande caos de bandolins. Após, totalmente esgotada, provoca na peça uma grande sensação de tranquilidade e plenitude, onde a respiração finalmente pode fluir tranqüila. Não existe mais expectativa com relação ao por vir. A peça então se despede delicadamente do ouvinte e se recolhe.

Segio Lemos

Nascido em 1988 na cidade de Salvador, estudou piano com sua mãe até os 12 anos de idade. Aos 17anos, já no sul do Brasil iniciou seus estudos em violão clássico com diversos professores. Atualmente é aluno do 6º semestre no curso de graduação em composição musical da UFRGS sob orientação do Prof. Dr. Antônio Carlos Borges Cunha.

 

 

 

Mpam (2011) – Alberto Ritter Tusi

Mpam foi produzida através de um planejamento prévio da forma musical, a mesma concebeu-se no ato de compor e foi moldada por escolhas entre as possibilidades oferecidas pelos peculiares meios propostosos: algoritmos computacionais e gravações em áudio controladas pelo Theremin, criado na Rússia por volta de 1920, foi o primeiro instrumento eletrônico portátil e amplamente difundido no mundo. Nele a frequência e a amplitude do som são controladas pela aproximação e afastamento das mãos em relação à antena. A sonoridade meditativa alcançada revela-se pelo tratamento contemplativo dado às sonoridades texturais e reverberantes compostas pelos algorítimos geradores de notas e pelo áudio de fundo que foi composto eletronicamente com sons captados de uma simples garrafa.

Alberto Ritter Tusi

Nasceu em 1989 em Santiago-RS e estudou em Curitiba-PR, na tradicional Escola de Música e Belas Artes do Paraná, local onde tomou gosto pela composição musical. Voltou ao Rio Grande do Sul para estudar no Instituto de Artes da UFRGS, onde está cursando composição. Seu trabalho composicional remete-se à Fé e às formas da natureza da sua terra.

 

Para quem teme a solidão (2011)  – Renan Manito Guzzo

 

Para quem teme a solidão é uma composição experimental da disciplina de Música Computacional do curso de Música da UFRGS, e utiliza guitarra elétrica disparando algoritmos no Pure Data. Possui um caráter não determinístico, uma vez que depende de escolhas randômicas dos algoritmos disparados e trabalha com sonoridades texturais, granulares e contrastes dinâmicos entre as partes, produzindo diferentes atmosferas sonoras.

 

Renan Manito Guzzo

 

Nascido em 1990, iniciou seus estudos aos 10 anos tendo aulas de violão. Posteriormente começou a tocar em bandas de rock de Canoas e Porto Alegre. Em  2009 iniciou o bacharelado em composição na UFRGS. Hoje dedica-se à guitarra jazz e ao estudo de composição.

 

 

Atrito (2011) – Vinícius Azzolini

 

Peça que utiliza o programa Pure Data. Um contador automático estabelece uma linha cronológica disparando os eventos musicais. A composição está dividida em três seções: Seção A: construída com clusters e modificações de timbres. Seção B: igual à  seção A, diferindo dessa unicamente na escolha dos timbres. E seção C: apresenta uma passagem musical  criada a partir de transformações do trompete gravado. Nesta terceira seção ocorre o improviso do trompete.

 

Vinícius Azzolini

 

Vinícius Azzolini nasceu em Porto Alegre. Estudou trompete, piano e violão e atualmente está concluindo o Bacharelado em composição(UFRGS), sob a orientação do professor Dr. Celso Loureiro Chaves.

 

 

Exercício No1 (2011) – Israel Kralco Machado

 

 

Produzido no Programa Pd-extended, o Exercício No1 faz jus ao seu título, sendo um exercício composicional no qual foi aplicado alguns dos conhecimentos obtidos na classe do Prof. E. F. Fritsch. A peça é constituída por uma interação entre os sons produzidos no computador e sons produzidos pelo violino, se valendo de recursos como MouseState, fiddle, entre outros. 

 

 

Israel Kralco Machado

 

Estudante do VI semestre de composição da UFRGS e do II semestre de regência também da UFRGS, é formado Técnico em música pelo Instituto Adventista Cruzeiro do Sul. Estudou violino com Rogério Nunes e atualmente é regente do Coral Adventista de Esteio e coordenador do projeto Música na Igreja, da Igreja Adventista de Esteio.

 

Primeiros Eventos(22-11-2011)

Concerto de Música Eletroacústica

 22/11/2011 – 12h30min.

Rodrigo Meine

 

 

Rodrigo   Meine   (1976)   é   graduado em Cordas – Violão   (2003) e Composição (2009) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, instituição na qual atualmente cursa Mestrado em Composição sob orientação do professor Dr. Antônio Carlos Borges-Cunha. Obras instrumentais recentes incluem Barro (2009), interpretada pelo Nieuw Ensemble de Amsterdã, e Zambelê (2010), estreada pelo Grupo de Percussão da Universidade Federal da Bahia. Foi orientado pelo Prof. Dr. Eloy Fritsch na composição de Música Eletroacústica entre 2007 e 2009.

 

As composições eletroacústicas apresentadas nesse concerto abrangem um período de 3 anos, abordando diferentes aspectos dos recursos oferecidos pela tecnologia aplicada à composição musical. As peças fazem uso de sonoridades obtidas tanto através de técnicas de síntese diversas como oriundas de fontes concretas, espacialização, e processamento de áudio em graus variados. Como encerramento do concerto será interpretada a composição eletroacústica mista Monólogo, para violão e sons eletrônicos em tempo real, tendo como intérprete convidado o violonista Pedro Sperb.

 

Programa:

 

. Lord of the Sewer (2008)

. E-Xorcism (2009)

. Noah’s Return (2009)

. Voices I (2010)

. Monólogo (2009)

 

 

Duração aproximada: 40 minutos

Primeiros Eventos(08-11-2011)

Recital Música Eletroacústica 08/11/2011 – 19h

Composições de Luciano Zanatta

 

Neste recital será apresentada a produção composicional eletroacústica mais recente de Luciano Zanatta, professor adjunto do Dep. de Música da Ufrgs. São composições realizadas a partir de processos de gravação de fontes acústicas (instrumentos musicais convencionais ou não), síntese de som e processamento de sinal de áudio. Neste conjunto de peças encontram-se representados os principais pontos de interesse teórico-artístico, que aparecem nas pesquisas em composição do autor: manipulação do conteúdo espectral de sons gravados ou sintéticos, utilização de sistemas de afinação não-oitavizantes, espacialização, simulação virtual de instrumentos reais, composição algoritmica e utilização de conceitos da psicoacústica como determinantes da composição musical.

 

Repertório

1)     Treliça – sintetizador e sampler (piano) –  2011

2)     Realidade:  canelada! – sons gravados e processamento – 2011 (chico 1)

3)     Realidade, canelada – sons gravados e processamento – 2011 (chico 2)

4)     Canaleta – sons gravados e processamento – 2011

5)     Procuradoria Geral – sons gravados, processamento e vídeo – 2011

6)     Pheeeno – sons gravados, sintetizador, processamento e vídeo – 2011 (multiondas)

7)     Não é isso, é a coisa que faz isso – sintetizador e processamento  – 2010/2011 (delay Hrvatski)

8)     Casa é lugar – sons gravados e processamento – 2011

9)     ******* – orquestra virtual – 2005/2011

10) Tchau – bateria eletrônica, sons gravados , sintetizador e processamento – 2011

 

Duração: aproximadamente 50 minutos

Primeiros Eventos(08-10-2011)

5o. CBEU – Congresso Brasileiro de Extensão

 

SALA DOS SONS

Projeção Sonora de obras eletroacústicas pela

Orquestra de Alto-Falantes da UFRGS

 

 

 

A projeção sonora de obras eletroacústicas na Sala dos Sons apresenta o repertório de música eletroacústica produzido no Centro de Música Eletrônica do Instituto de Artes pelo compositor e professor Eloy F. Fritsch.

 

 

 

SERVIÇO:

ONDE: Sala dos Sons – Av. Paulo Gama, 110 – 2 andar da Reitoria da UFRGS
QUANDO: 08 e 09 de outubro

ENTRADA FRANCA

 

Repertório – Composições de Eloy F. Fritsch

 

Sessão 1 – tempo estimado – 30 minutos

 

Eletromagnetic Radiation (2005)

 

A peça é inspirada na radiação que se propaga no espaço. O espectro eletromagnético  pode ir das ondas de rádio até os raios gama. O compositor utilizou para esse trabalho unidades de síntese como osciladores, filtros, envelopes e LFOs produzindo um rico catálogo formado por ritmos produzidos por step sequencer e delay, ruídos e outros sons eletrônicos. Os sons do catálogo foram então organizados no computador através de corte e colagem. A peça, exclusivamente eletrônica, inicia com a apresentação de materiais ruidosos que logo dão lugar a um clima misterioso formado por uma textura de sons eletrônicos. Momentos de tensão e relaxamento são apresentados pelo compositor até o final da peça. O contraste entre sons eletrônicos e ruídos ocorre em várias passagens musicais. O compositor finaliza esta peça de curta duração com um rápido crescendo de diferentes camadas sonoras que se intercalam aos ritmos eletrônicos.

 

Synthetic Horizon (2005)

 

Sinthetic Horizon foi composta em 2005 com o intuito de exteriorizar, sob a forma de música acusmática, a inquietação decorrente da reflexão sobre o mundo cibernético sintético que vem sendo criado pela humanidade. A intenção do compositor é conduzir o ouvinte a uma viagem por ambientes sonoros artificiais, projetados por texturas eletrônicas. Nesta composição, Fritsch cria os sons em laboratório e utiliza o computador para organizá-los. Um som confortante e tonal é recorrente na peça. Este cumpre o importante papel de representar a esperança dos homens. Um som mais humano e acalentador em meio às passagens ruidosas do horizonte sintético que nos aguarda em um futuro próximo. A estréia de Sinthetic Horizon  aconteceu em outubro de 2005  durante o evento Música Acusmática no Museu – Apresentação de Música Eletrônica para Orquestra de Alto-Falantes, no Museu da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS.

 

 

 

Mercado Público ( 2006)

 

O projeto de composição de paisagens sonoras foi iniciado com a escolha do Mercado Público como marco sonoro de Porto Alegre. Os sons ambientes foram captados em um gravador digital portátil por Abel Roland no interior e no entorno do  Mercado Público, Largo Glênio Perez e antigo camelódromo, próximo ao Mercado Público, na Rua Marechal Floriano. Após o registro do marco sonoro foi criado um catálogo de sons que o músico E. F. Fritsch utilizou para compor a obra no computador. Mercado Público é uma das composições resultantes do projeto de pesquisa, Composição Eletroacústica de Paisagens Sonoras, financiado pela FAPERGS e CNPq. Sua estréia foi em outubro de 2006 na apresentação da Orquestra de Alto-falantes da UFRGS, intitulada Paisagens Sonoras no Cinema, como atividade do Salão de Iniciação Científica da UFRGS em 2006, no Cinema Universitário, em Porto Alegre, RS. A obra foi concebida e projetada no sistema de difusão sonora 7.1.

 

Guarujá (2008)

 

Peça de música eletroacústica para sons eletrônicos, percussão e voz processada de menina composta no estúdio de música eletrônica de Eloy F. Fritsch e espacializada no  Centro de Música Eletrônica da UFRGS. A primeira sessão é mista e apresenta sons eletrônicos e intervenções da percussão produzindo um conjunto sucessivo de gestos musicais interligados e pontuados pela voz humana. A paisagem sonora do bairro Guarujá de Porto Alegre emana das vozes processadas da menina para tornar-se uma sessão de repouso e estabilidade apresentando o cotidiano de uma tarde ensolarada. É possível ouvir alguns sons referenciais como os cães e os pássaros, típicos de um bairro residencial afastado do centro da capital. A percussão enfática e o material musical sintetizado anunciam a terceira sessão da peça. Esta é formada por sons longos e filtrados que crescem até a finalização da composição constituída por várias gargalhadas processadas e dispostas em camadas. A percussão foi executada e gravada pelo compositor e os sons eletrônicos sintetizados no Alesis Fusion 6 HD. A composição foi realizada através do sistema Pro Tools. Para o processamento foram utilizados os plug-ins Serato Pitch´n Time, Reverse, GRM Tools Comb Filter, D-verb e Normalise. Agradecimento especial à participação de Deborah Fritsch que enriqueceu a música pela sua interpretação espontânea.

 

Sessão 2 – tempo estimado – 30 minutos

 

Mystery ( 2004)

 

Composta em 2004 no Centro de Música Eletrônica da UFRGS, Mystery foi motivada pelos grandes enigmas da humanidade: Estamos sós no universo? De onde viemos? O que havia antes do Universo?

A música utiliza sons sintetizados e amostras digitais de vozes. A composição foi realizada através de cortes e colagens de materiais gerados por computador, incluindo automação de processos e a utilização de processamento do som.  A obra é dividida em duas partes. A Mystery Parte I  inicia com amostras de coral e explosões. Arpejos fazem o pano de fundo para vozes e gargalhadas sintetizadas com a intenção de gerar um ambiente sonoro misterioso e fascinante. Em seguida murmúrios preparam a apresentação de novos materiais eletrônicos como gongos, sinos, relógio e percussão sintetizada. A utilização de vozes e arpejos prepara a Mystery Part II, mais ruidosa e dramática, composta de sons percutidos e ruídosos que dialogam através das caixas de som. A estréia de Mystery ocorreu em 2005 no Café Científico, evento promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa no Salão de Atos da UFRGS, Porto Alegre, RS.

 

 

Synapse 7.2 ( 2005)

 

A composição é formada por sons provindos de sintetizadores digitais e amostras de percussão. Está dividida em três seções. A primeira tem como característica principal um crescendo de longos eventos ruidosos com o objetivo de provocar expectativa no ouvinte. Na segunda seção, vários sons percussivos, com diferentes qualidades espectrais são projetados pelas caixas acústicas produzindo grande atividade espacial. A terceira seção inicia com um estrondo na freqüência subgrave seguido pela  reapresentação dos materiais das duas primeiras seções. A obra é finaliza com um ruído crescente constituído por baixas freqüências. A estréia da versão Synapse 5.1 foi em junho de 2005 durante a Primeira Semana de Música Contemporânea da UFRGS, promovida pelo Departamento de Música e realizada no Auditório Tasso Corrêa do Instituto de Artes da UFRGS. Em 2011 o compositor criou a nova versão da composição Synapse para um sistema de difusão sonora 7.2.

 

Andradas (2006)

 

A composição no estilo Paisagem Sonora foi feita a partir de captações na Rua dos Andradas de Porto Alegre. Logo no início da peça é possível notar a diversidade e quantidade de sons emanados de uma típica rua central de metrópole. No decorrer da composição percebe-se vozes de vendedores e ambulantes que são transformadas produzindo um certo grau confusão e dramaticidade. A grande multidão está representada em vários sons ao longo da obra pela soma das gravações que aparecem em camadas e que mostram um aglomerado de pessoas caminhando, conversando e vivendo o seu cotidiano na grande cidade. A composição Andradas é resultantes do projeto de pesquisa, Composição Eletroacústica de Paisagens Sonoras, financiado pela FAPERGS e CNPq.

 

Resonance (2008)

 

Obra musical acusmática criada no Centro de Música Eletrônica do Instituto de Artes da UFRGS e no estúdio particular do compositor. Em seu discurso eletroacústico, Fritsch busca a expressividade pela organização de sons produzidos por diferentes métodos de síntese: granular, aditiva e modulação de freqüência. A ressonância do som eletroacústico pode ser percebida durante o percurso da peça constituída por intensa colagem de materiais musicais produzidos em Max/MSP e outros sintetizadores como o Alesis Fusion 6 HD e Clavia Nord Modular. As amostras de percussão interagem com passagens sintetizadas reforçando a intenção de certos gestos, enquanto que, a projeção sonora colabora para a articulação espacial com trajetórias, ambientação e localização dos sons. A produção sonora resultante de algoritmos implementados em Max/MSP foi utilizada principalmente no minuto final da obra, proporcionando uma passagem ruidosa. Esta foi acelerada e copiada com transposição incrementando a densidade sonora.

 

Sobre o compositor:

 

Eloy F. Fritsch (1968 –  ) é compositor, tecladista e professor do Departamento de Música da UFRGS. Iniciou seus experimentos em síntese sonora em 1984. Participou da criação do LC&M – Laboratório de Computação e Música da UFRGS em 1993 e dos primeiros Simpósios Brasileiros de Computação & Música. Mais tarde foi responsável pelos primeiros cursos de Música Eletrônica na UFRGS. Desenvolveu vários projetos científicos/artísticos, entre eles, a criação do Centro de Música Eletrônica do Instituto de Artes, Laboratório de Música Eletroacústica, Paisagens Sonoras, o documentário Música, Ciência e Tecnologia,  o Museu Virtual do Sintetizador, o projeto Música para Planetários e a Sala dos Sons. É também professor do Programa de Pós-graduação em Música, pesquisador CNPq e coordenador do Grupo de Pesquisa em Computação Musical da UFRGS. Em paralelo, desenvolve um projeto de composição com  sintetizadores, computadores e teclados eletrônicos tendo lançado nove álbuns instrumentais. Produziu e apresentou o Programa de Rádio Música Eletrônica na Rádio da Universidade 1080 AM por três anos consecutivos. Em 1983 criou o grupo Apocalypse no qual atua como compositor e tecladista tendo gravado 12  álbuns no Brasil e exterior. Fritsch compôs trilhas sonoras para rádio, vídeo, internet e televisão e foi o idealizador da Orquestra de Alto-falantes do Instituto de Artes e curador da Exposição Música, Ciência e Tecnologia no Museu da UFRGS. Suas composições foram apresentadas em festivais de música contemporânea, concertos com orquestra e coral, shows de rock progressivo, vídeo performances, apresentações multimídia, concertos de música eletroacústica, instalações sonoras e eventos de divulgação científica. Em 2008 lançou o Livro e o DVD Música Eletrônica pela Editora da UFRGS. Em 2009 recebeu a Menção Especial do Prêmio Açorianos, o Troféu Vasco Prado na 13ª. Jornada Nacional de Literatura e participou da coletânea de Música Eletroacústica Brasileira.