Primeiros Eventos(08-10-2011)

5o. CBEU – Congresso Brasileiro de Extensão

 

SALA DOS SONS

Projeção Sonora de obras eletroacústicas pela

Orquestra de Alto-Falantes da UFRGS

 

 

 

A projeção sonora de obras eletroacústicas na Sala dos Sons apresenta o repertório de música eletroacústica produzido no Centro de Música Eletrônica do Instituto de Artes pelo compositor e professor Eloy F. Fritsch.

 

 

 

SERVIÇO:

ONDE: Sala dos Sons – Av. Paulo Gama, 110 – 2 andar da Reitoria da UFRGS
QUANDO: 08 e 09 de outubro

ENTRADA FRANCA

 

Repertório – Composições de Eloy F. Fritsch

 

Sessão 1 – tempo estimado – 30 minutos

 

Eletromagnetic Radiation (2005)

 

A peça é inspirada na radiação que se propaga no espaço. O espectro eletromagnético  pode ir das ondas de rádio até os raios gama. O compositor utilizou para esse trabalho unidades de síntese como osciladores, filtros, envelopes e LFOs produzindo um rico catálogo formado por ritmos produzidos por step sequencer e delay, ruídos e outros sons eletrônicos. Os sons do catálogo foram então organizados no computador através de corte e colagem. A peça, exclusivamente eletrônica, inicia com a apresentação de materiais ruidosos que logo dão lugar a um clima misterioso formado por uma textura de sons eletrônicos. Momentos de tensão e relaxamento são apresentados pelo compositor até o final da peça. O contraste entre sons eletrônicos e ruídos ocorre em várias passagens musicais. O compositor finaliza esta peça de curta duração com um rápido crescendo de diferentes camadas sonoras que se intercalam aos ritmos eletrônicos.

 

Synthetic Horizon (2005)

 

Sinthetic Horizon foi composta em 2005 com o intuito de exteriorizar, sob a forma de música acusmática, a inquietação decorrente da reflexão sobre o mundo cibernético sintético que vem sendo criado pela humanidade. A intenção do compositor é conduzir o ouvinte a uma viagem por ambientes sonoros artificiais, projetados por texturas eletrônicas. Nesta composição, Fritsch cria os sons em laboratório e utiliza o computador para organizá-los. Um som confortante e tonal é recorrente na peça. Este cumpre o importante papel de representar a esperança dos homens. Um som mais humano e acalentador em meio às passagens ruidosas do horizonte sintético que nos aguarda em um futuro próximo. A estréia de Sinthetic Horizon  aconteceu em outubro de 2005  durante o evento Música Acusmática no Museu – Apresentação de Música Eletrônica para Orquestra de Alto-Falantes, no Museu da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS.

 

 

 

Mercado Público ( 2006)

 

O projeto de composição de paisagens sonoras foi iniciado com a escolha do Mercado Público como marco sonoro de Porto Alegre. Os sons ambientes foram captados em um gravador digital portátil por Abel Roland no interior e no entorno do  Mercado Público, Largo Glênio Perez e antigo camelódromo, próximo ao Mercado Público, na Rua Marechal Floriano. Após o registro do marco sonoro foi criado um catálogo de sons que o músico E. F. Fritsch utilizou para compor a obra no computador. Mercado Público é uma das composições resultantes do projeto de pesquisa, Composição Eletroacústica de Paisagens Sonoras, financiado pela FAPERGS e CNPq. Sua estréia foi em outubro de 2006 na apresentação da Orquestra de Alto-falantes da UFRGS, intitulada Paisagens Sonoras no Cinema, como atividade do Salão de Iniciação Científica da UFRGS em 2006, no Cinema Universitário, em Porto Alegre, RS. A obra foi concebida e projetada no sistema de difusão sonora 7.1.

 

Guarujá (2008)

 

Peça de música eletroacústica para sons eletrônicos, percussão e voz processada de menina composta no estúdio de música eletrônica de Eloy F. Fritsch e espacializada no  Centro de Música Eletrônica da UFRGS. A primeira sessão é mista e apresenta sons eletrônicos e intervenções da percussão produzindo um conjunto sucessivo de gestos musicais interligados e pontuados pela voz humana. A paisagem sonora do bairro Guarujá de Porto Alegre emana das vozes processadas da menina para tornar-se uma sessão de repouso e estabilidade apresentando o cotidiano de uma tarde ensolarada. É possível ouvir alguns sons referenciais como os cães e os pássaros, típicos de um bairro residencial afastado do centro da capital. A percussão enfática e o material musical sintetizado anunciam a terceira sessão da peça. Esta é formada por sons longos e filtrados que crescem até a finalização da composição constituída por várias gargalhadas processadas e dispostas em camadas. A percussão foi executada e gravada pelo compositor e os sons eletrônicos sintetizados no Alesis Fusion 6 HD. A composição foi realizada através do sistema Pro Tools. Para o processamento foram utilizados os plug-ins Serato Pitch´n Time, Reverse, GRM Tools Comb Filter, D-verb e Normalise. Agradecimento especial à participação de Deborah Fritsch que enriqueceu a música pela sua interpretação espontânea.

 

Sessão 2 – tempo estimado – 30 minutos

 

Mystery ( 2004)

 

Composta em 2004 no Centro de Música Eletrônica da UFRGS, Mystery foi motivada pelos grandes enigmas da humanidade: Estamos sós no universo? De onde viemos? O que havia antes do Universo?

A música utiliza sons sintetizados e amostras digitais de vozes. A composição foi realizada através de cortes e colagens de materiais gerados por computador, incluindo automação de processos e a utilização de processamento do som.  A obra é dividida em duas partes. A Mystery Parte I  inicia com amostras de coral e explosões. Arpejos fazem o pano de fundo para vozes e gargalhadas sintetizadas com a intenção de gerar um ambiente sonoro misterioso e fascinante. Em seguida murmúrios preparam a apresentação de novos materiais eletrônicos como gongos, sinos, relógio e percussão sintetizada. A utilização de vozes e arpejos prepara a Mystery Part II, mais ruidosa e dramática, composta de sons percutidos e ruídosos que dialogam através das caixas de som. A estréia de Mystery ocorreu em 2005 no Café Científico, evento promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa no Salão de Atos da UFRGS, Porto Alegre, RS.

 

 

Synapse 7.2 ( 2005)

 

A composição é formada por sons provindos de sintetizadores digitais e amostras de percussão. Está dividida em três seções. A primeira tem como característica principal um crescendo de longos eventos ruidosos com o objetivo de provocar expectativa no ouvinte. Na segunda seção, vários sons percussivos, com diferentes qualidades espectrais são projetados pelas caixas acústicas produzindo grande atividade espacial. A terceira seção inicia com um estrondo na freqüência subgrave seguido pela  reapresentação dos materiais das duas primeiras seções. A obra é finaliza com um ruído crescente constituído por baixas freqüências. A estréia da versão Synapse 5.1 foi em junho de 2005 durante a Primeira Semana de Música Contemporânea da UFRGS, promovida pelo Departamento de Música e realizada no Auditório Tasso Corrêa do Instituto de Artes da UFRGS. Em 2011 o compositor criou a nova versão da composição Synapse para um sistema de difusão sonora 7.2.

 

Andradas (2006)

 

A composição no estilo Paisagem Sonora foi feita a partir de captações na Rua dos Andradas de Porto Alegre. Logo no início da peça é possível notar a diversidade e quantidade de sons emanados de uma típica rua central de metrópole. No decorrer da composição percebe-se vozes de vendedores e ambulantes que são transformadas produzindo um certo grau confusão e dramaticidade. A grande multidão está representada em vários sons ao longo da obra pela soma das gravações que aparecem em camadas e que mostram um aglomerado de pessoas caminhando, conversando e vivendo o seu cotidiano na grande cidade. A composição Andradas é resultantes do projeto de pesquisa, Composição Eletroacústica de Paisagens Sonoras, financiado pela FAPERGS e CNPq.

 

Resonance (2008)

 

Obra musical acusmática criada no Centro de Música Eletrônica do Instituto de Artes da UFRGS e no estúdio particular do compositor. Em seu discurso eletroacústico, Fritsch busca a expressividade pela organização de sons produzidos por diferentes métodos de síntese: granular, aditiva e modulação de freqüência. A ressonância do som eletroacústico pode ser percebida durante o percurso da peça constituída por intensa colagem de materiais musicais produzidos em Max/MSP e outros sintetizadores como o Alesis Fusion 6 HD e Clavia Nord Modular. As amostras de percussão interagem com passagens sintetizadas reforçando a intenção de certos gestos, enquanto que, a projeção sonora colabora para a articulação espacial com trajetórias, ambientação e localização dos sons. A produção sonora resultante de algoritmos implementados em Max/MSP foi utilizada principalmente no minuto final da obra, proporcionando uma passagem ruidosa. Esta foi acelerada e copiada com transposição incrementando a densidade sonora.

 

Sobre o compositor:

 

Eloy F. Fritsch (1968 –  ) é compositor, tecladista e professor do Departamento de Música da UFRGS. Iniciou seus experimentos em síntese sonora em 1984. Participou da criação do LC&M – Laboratório de Computação e Música da UFRGS em 1993 e dos primeiros Simpósios Brasileiros de Computação & Música. Mais tarde foi responsável pelos primeiros cursos de Música Eletrônica na UFRGS. Desenvolveu vários projetos científicos/artísticos, entre eles, a criação do Centro de Música Eletrônica do Instituto de Artes, Laboratório de Música Eletroacústica, Paisagens Sonoras, o documentário Música, Ciência e Tecnologia,  o Museu Virtual do Sintetizador, o projeto Música para Planetários e a Sala dos Sons. É também professor do Programa de Pós-graduação em Música, pesquisador CNPq e coordenador do Grupo de Pesquisa em Computação Musical da UFRGS. Em paralelo, desenvolve um projeto de composição com  sintetizadores, computadores e teclados eletrônicos tendo lançado nove álbuns instrumentais. Produziu e apresentou o Programa de Rádio Música Eletrônica na Rádio da Universidade 1080 AM por três anos consecutivos. Em 1983 criou o grupo Apocalypse no qual atua como compositor e tecladista tendo gravado 12  álbuns no Brasil e exterior. Fritsch compôs trilhas sonoras para rádio, vídeo, internet e televisão e foi o idealizador da Orquestra de Alto-falantes do Instituto de Artes e curador da Exposição Música, Ciência e Tecnologia no Museu da UFRGS. Suas composições foram apresentadas em festivais de música contemporânea, concertos com orquestra e coral, shows de rock progressivo, vídeo performances, apresentações multimídia, concertos de música eletroacústica, instalações sonoras e eventos de divulgação científica. Em 2008 lançou o Livro e o DVD Música Eletrônica pela Editora da UFRGS. Em 2009 recebeu a Menção Especial do Prêmio Açorianos, o Troféu Vasco Prado na 13ª. Jornada Nacional de Literatura e participou da coletânea de Música Eletroacústica Brasileira. 

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