PROGRAMA 11-12-2012

SALA DOS SONS

Difusão Sonora de obras musicais eletroacústicas do compositor e maestro Frederico Richter

SERVIÇO:

HOMENAGEM AO COMPOSITOR E MAESTRO FREDERICO RICHTER

DIREÇÃO ARTÍSTICA E DIFUSÃO SONORA: PROF. E.F.FRITSCH

BOLSISTA: FELIPE GARCETE

ONDE: Sala dos Sons – Av. Paulo Gama, 110 – 2 andar da Reitoria da UFRGS
QUANDO: 11 DE DEZEMBRO

HORÁRIO: 18h

ENTRADA FRANCA

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul presta homenagem ao maestro Frederico Richter pelo seu pioneirismo que resultou na criação das primeiras obras eletroacústicas do Rio Grande do Sul. E para homenagear Frederico Richter serão apresentadas três obras realizadas entre os anos de 1979 e 1981 na McGilll University, no Canadá: Estudo, Metamorfoses, Sonhos e Fantasia. As versões originais foram espacializadas pelo compositor Eloy F. Fritsch para serem difundidas através da Orquestra de Alto-falantes da UFRGS.

Frederico Richter, natural de Porto Alegre, radicou-se na cidade de Santa Maria onde assumiu, como Maestro Titular, a Orquestra Sinfônica de Santa Maria da qual foi o criador e fundador. Na Universidade, exerceu a docência como Professor Titular e regência por 33 anos. Começou a compor na infância e hoje suas obras somam mais de 150, entre títulos globais tais como Ciclos, Sinfonias, Peças Sinfônicas com coro e orquestra, cerca de 50 obras para Orquestra Sinfônica, Orquestra de Câmara, ópera, oratórios, canções, peças instrumentais e obras eletroacústicas. Dedicou-se à musica Fractal e à música moderna e pós-moderna. Suas obras tem sido apresentadas em diversos países e por todo o Brasil, sendo atualmente um dos compositores mais conhecido do Rio Grande do Sul. É Doutor em Música pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1962) e Pós-Doutor pela McGilll University, no Canadá (1979-81). Adotou o cognome de Frerídio pelo qual é conhecido pelos compositores. Tocou na Ospa (Orquestra Sinfônica de Porto Alegre) por 20 anos como 1º violino. Como maestro, regeu a OSPA, assim como orquestras em São Paulo, Porto Alegre e Montevidéu. Ministrou Cursos no Exterior e atuou como conferencista, músico, docente e pesquisador na Alemanha (Universidade Siegen e Hamburgo e IPN de Kiel ), Austria, Reino Unido, Universidade de Gasgow, Escócia, (onde foi Pesquisador Oversee, orientando Doutorandos). No Canadá lecionou Master-Classes em Música nas Universidades Concordia e McGill.

Estudo – Frederico Richter

Foi realizado em 1980 no Estúdio de Música Eletrônica da McGill University, em Montreal, Canadá. Trata-se de um estudo em que o compositor explora os recursos de um laboratório tradicional de música eletrônica. Os filtros, o envelope follower, a câmara de eco e o controle por voltagem não chegam a cair no corriqueiro do repertório tradicional. A Experiência de Richter com a musicalidade antes desenvolvida em sua produção sinfônica, permitiram que seus primeiros contatos com a eletrônica não determinassem a frieza maquinal eletronizada própria dos neófitos da eletroacústica. A peça, de construção formal bem equilibrada, desenvolve um discurso de espectros inarmônicos intercambiantes, que formam contrapontos esporádicos com constelações de sons longínqüos. O material sonoro de base inclui também sons concretos manipulados. Segundo o compositor, esta é a sua obra eletroacústica mais acessível, em razão da estereofonia cinética utilizada, que dá grande mobilidade ao discurso musical envolvendo fisicamente o espectador.

Sonhos e Fantasia – Frederico Richter

A obra foi realizada no Estúdio de McGill University de Montreal, Canadá. São usados somente sons eletrônicos, embora no final surjam sons concretos de um ruído branco construído com a acumulação de objetos sonoros. A obra é constituída de duas partes em que o compositor contrasta ambientes próximos e longínquos: 1- os sons de sinos extra-reais devem levar o corpo do ouvinte ao relaxamento completo; 2- eles soam distantes, num mundo de cores e fantasias; 3- eles nos trazem de novo à realidade.

Metamorfoses – Frederico Richter

A obra é baseada em partes com transformações. Após a introdução, o compositor dá vida a uma pequena “melodia”, através do uso de geradores comtrolados por voltagem.
A utilização das antigas técnicas de retrogradação da fita dá lugar a metamorfoses sonoras e formais. A forma se revela com características tradicionais e, assim, o compositor chega a incluir, no final, uma coda em que predominam ritmos brasileiros. A obra foi realizada no Estúdio de McGill University de Montreal, Canadá.

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PROGRAMA 27-11-2012

SALA DOS SONS

SERVIÇO:

PROJETO NORTE-SUL

CONCERTO APRESENTADO POR JOSÉ AUGUSTO MANNIS

IDEALIZAÇÃO E COORDENAÇÃO : JENS HEDMAN (Suecia) e RAÚL MINSBURG (Argentina)

DIREÇÃO ARTÍSTICA: PROF. DR. E.F.FRITSCH

BOLSISTA: FELIPE GARCETE

ONDE: Sala dos Sons – Av. Paulo Gama, 110 – 2 andar da Reitoria da UFRGS
QUANDO: 27 DE NOVEMBRO

HORÁRIO: 18h

ENTRADA FRANCA

PROJETO NORTE-SUL

Entre os países nórdicos e a América do Sul observam-se realidades, tradições, línguas e costumes muito diferentes. Mas temos uma coisa em comum, infelizmente, a nossa falta de compreensão mútua. Mas as distâncias se tornaram mais curtas com a ajuda das novas mídias. Certamente podemos reverter essa situação e intensificar o intercâmbio entre nossas regiões. É por isso que os 17 compositores deste programa decidiram se investir neste Projeto Norte – Sul, com a certeza de que uma das maneiras de entender e conhecer a cultura é através de nossos ouvidos: ouvindo os sons das cidades, vilarejos, do campo, do mar e muitas outras sonoridades do país onde vivemos e trabalhamos, compartilhar todos sons com os demais compositores e se deixar levar pelos materiais sonoros de outras terras e culturas.

Ordem do programa

1. JOSÉ MIGUEL CANDELA (CHILE) “Norden tabolango – de wind waait”… to Francisco Campos 04:45

2. RIKHARDUR H. FRIDRIKSSON (ISLANDIA) Postcards from north and south 04:00

3. RAÚL MINSBURG (ARGENTINA) Rutas y retornos 04:04

4. NATASHA BARRETT (INGLATERRA – NORUEGA) Rite-3/18  03:56

5. CECILIA GARCÍA-GRACIA (CHILE) Renacimiento 04:17

6. JENS HEDMAN (SUECIA) Icebreaker 04:00

7. JORGE ANTUNES (BRASIL) O colecionador de pedras descalço 03:59

8. ADINA IZARRA (VENEZUELA) 10°29’N 04:00

9. HEĐIN ZISKA DAVIDSEN (ISLAS FAROE) When sheep go south 03:58

10. DANIEL SCHACHTER (ARGENTINA) Broad-a-broad 04:06

11. HANS PETER STUBBE TEGELBJÆR (DINAMARCA) Ashore… 06:45

12. HANNA HARTMAN (SUECIA) The hot dogs 01:33

13. CATALINA PERALTA (COLOMBIA) Libertad em caliente y frío 04:33

14. ANDERS VINJAR (NORUEGA) One less than a perfect square 04:00

15. RICARDO DAL FARRA (ARGENTINA) Entre mi cielo y tu agua 04:00

16. PETRI KULJUNTAUSTA (FINLANDIA) Heavy feather 04:08

17. JOSÉ AUGUSTO MANNIS (BRASIL) Mosaico cruzado 04:12

O concerto será realizado com um dispositivo 10.1 idealizado e concebido por
J. A. Mannis, apresentado pela primeira vez em 2010 na Fonoteca Nacional do
México para a realização deste mesmo programa.

Trata-se de um dispositivo em desenvolvimento a partir do principio de
projeção sonora associando simultaneamente campo direto e campo difuso.
Assim temos dois dispositivos 5.1 complementares um projetando os sons
diretamente para os ouvintes e outro em projeção sonora indireta. Trata-se
de uma proposta de sistema de escuta em imersão sonora. Neste programa uma
fonte em 2.0 é decomposta em espacialização multicanal através de recursos
de demixagem desenvolvidos por J. A. Mannis empregando um software de
mixagem ao contrário, partindo de duas pistas e situando cada elemento
sonoro num ponto do espaço se aproximando da simulação da projeção de uma
fonte sonora natural cuja irradiação se dá numa projeção esférica
contrariamente à projeção cônica de uma caixa acústica. A combinação da
projeção direta e difusa faz uma aproximação dessa irradiação e permitem uma
sensação de espacialidade mais natural para os ouvintes.

 

José Augusto Mannis

Compositor, performer eletroacústico, pesquisador, produtor de rádio. Formado pelo Conservatório de Paris (França), Mestrado pela Universidade de Paris VIII (St Denis) e Doutor em Música pelo Instituto de Artes – Unicamp. É professor no Departamento de Música do Instituto de Artes da Unicamp, nas disciplinas contraponto e composição. Intérprete de música eletroacústica e engenheiro de som do Ensemble L’Itinerário (França). Participou igualmente do Groupe de Recherches Musicales / Institut National de L’Audiovisuel – INA / GRM (França) como integrante da equipe dos concertos do Cycle Acousmatique. Freelancer em vários grupos na Europa como 2e2m, EIC (França), Turim Antidogma (Itália), Grupo Círculo (Espanha) e membro de grupos de pesquisa e criação artística como Espaço Musical (França) e La Grande Fabrique (França). Atuou junto à Rádio FM Cultura de São Paulo (Fundação Padre Anchieta) 1990-1997 em FM e de 1999-2009, na Rádio USP, com a série “Paisagem” promovendo obras do acervo do CDMC-Brasil/Unicamp. Suas pesquisas envolvem criação artística, fundamentos teóricos, heurística e invenção, improvisação e gesto musical, performance eletroacústica, produção fonográfica, conforto ambiental (superfícies difusoras e acústica de salas), ciência da informação aplicada à música (método de catalogação de documentação musical) e bioacústica. Suas composições abrangem variados gêneros: música instrumental e vocal, eletroacústica, trilhas para vídeo, cinema, teatro, criações radiofônicas e instalações multimeios.