PROGRAMA 19-11-2013

DIFUSÃO SONORA DE OBRAS MUSICAIS DO COMPOSITOR  LUCIANO ZANATTA

DIREÇÃO ARTÍSTICA: PROF. DR. E.F.FRITSCH

ONDE: Sala dos Sons – Av. Paulo Gama, 110 – 2 andar da Reitoria da UFRGS
QUANDO: 19 de Outubro

HORÁRIO: 19h

ENTRADA FRANCA

TRANS – composições de Luciano Zanatta realizadas em 2013

A visão artística que perpassa esta produção é a de superação das categorias, a diluição das diferenças entre gêneros. Música eletrônica e/ou eletroacústica, música de câmara, música gravada, música popular ou de concerto, música isso ou aquilo, protocolo de show, concerto, trabalho acadêmico – nenhuma normatividade é pretendida, nenhuma convenção é necessariamente respeitada. Em termos musicais este pensamento se manifesta por uma prática composicional abrangente e inclusiva, permeada por informações vindas de todo lugar.

Todas as composições são espacializadas em sistema 6.1 canais. Versões estéreo estão disponíveis para audição em https://soundcloud.com/lucianozanatta/sets/trans_2013

PROGRAMA

As quatro primeiras peças fazem parte de um trabalho em processo do grupo Os Relógios de Frederico. Neste momento, novembro de 2013, o trabalho se chama provisoriamente Fasksinuc d Fredebico.

1) Chupa, musicólogo!

Espécie de obra-deboche-manifesto ou nada disso. Primeira parte de um tríptico. Mergulho na matéria sonora seguido de ambientações disparatadas. Associações entre gestos e intenções que pretendem mais confundir do que orientar. Potência desestabilizadora do ruído e do alto volume. Potência poética das banalidades e dos sons sem fim de qualquer lugar. Rosnam os cães mas só a distorção salva.

2) Trulha

Trulha é um conjunto de linhas. Uma trama que se adensa, ganha massa e se espalha no espaço. Um fragmento gravado de bateria (retirado de uma gravação de um show obscuro no início dos anos 2000, adormecido em um hd por anos) é usado como fonte sonora. Fragmentação, transformação e repetição são os vetores. A textura rítmica é extrapolada em direção a timbres e melodias. Timbres harmônicos e inarmônicos, melodias às vezes temperadas, às vezes não. No processo de composição, os sons da bateria sugeriram outros timbres que foram incorporados por gravações diretas ou pelo uso de samplers.

3) Trends on Modern Semisqueço

Segunda parte do tríptico iniciado com “Chupa, musicólogo!”. Cenas de rotina cotidiana imaginária travestidas em música de fantasia. Rotina fantástica de música imaginária numa cena de cotidiano travesti. crescendo molto, piano subito. WTF music. Será mesmo que todo zero da função zeta tem parte real igual a meio?

4) Lembrança do Sesquicentenário de Santo Antônio da Patrulha

Por aqui todos conhecem a história: começa com Trulha e termina com Lembrança do Sesquicentenário de Santo Antônio da Patrulha. Batidas fortes, samplers e sequenciadores, guitarras e sintetizadores. Pancadão, distorção e ring modulator, tudo picotado e triturado na edição e incrementado com gravações adicionais.

5) Nancarrow Never Knows

Nunca fui capaz de tocar piano minimamente, sempre sem paciência para estudar. Isso não me impediu de ser apaixonado pelo som do instrumento em todas as suas possibilidades. Ao natural, transformado, mecânico, processado, o que for. Nancarrow Never Knows é uma homenagem a Conlon Nancarrowm e sua música para pianola, uma das revelações-em-música de memória mais viva. Nesta homenagem uso arpejadores e algoritmos generativos para controlar samplers e sintetizadores.

6) Salame Theremin

Em um grupo virtual de discussões sobre microtonalismo um dos integrantes fez uma forte reclamação a respeito da qualidade dos exemplos musicais apresentados: “parece alguém batendo num theremin com um salame”, disse. Esta afirmação foi o mote para a composição desta peça. Gravações randômicas de theremim, improvisos a esmo captados servindo de material bruto para transformação.

7) Um de Cada – versão completa

Difere esta versão completa da versão guitarra já apresentada em alguns recitais de duas formas: mais instrumentos, além da óbvia guitarra, e mais buffers no patch utilizado para tocar/gerar a música. Os buffers são preenchidos pelo áudio dos instrumentos (podem ser congelados ou permanecer em constante loop de gravação) e então são fatiados, transpostos e tocados em loops de durações diversas.

8) Monumento a uma Posteridade que não Haverá

Primeiro número de um futuro Compêndio de Restologia Musical. Sobras de gravação. Sons, músicas, gestos descartados do processo de performance – essa é a matéria. Se nada é muito sólido, nada é também muito duradouro. Nenhuma importância ou certeza é mais real que a imaginação que a gera.

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