Apresentações de composições automáticas e interativas utilizando Max/MSP.

SALA DOS SONS

Apresentações de composições automáticas e interativas utilizando Max/MSP.

Compositores

Henrique Franke Mangoni, Ismael Georg Ferrari, Luis Henrique da Silva Brochado, Marina Marcon Moreira, Matheus Colombelli de Abreu, Paula Renata dos Santos Graminho, Renato Dal Ago, Tounda Julia Beal.

ORIENTAÇÃO E DIREÇÃO ARTÍSTICA: PROF. DR. E.F.FRITSCH

BOLSISTA: ETTORE SANFELICE

ONDE: Sala dos Sons – Av. Paulo Gama, 110 – 2 andar da Reitoria da UFRGS
QUANDO: 09 de dezembro de 2014 – horário: 20h

ENTRADA FRANCA

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Difusão Sonora de obras musicais eletroacústicas do compositor e maestro Frederico Richter

HOMENAGEM AO COMPOSITOR E MAESTRO FREDERICO RICHTER

DIREÇÃO ARTÍSTICA E DIFUSÃO SONORA: PROF. E.F.FRITSCH

BOLSISTA: ETTORE SANFELICE

ONDE: Sala dos Sons – Av. Paulo Gama, 110 – 2 andar da Reitoria da UFRGS
QUANDO: 24 DE NOVEMBRO

HORÁRIO: 20h

ENTRADA FRANCA

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul presta homenagem ao maestro Frederico Richter pelo seu pioneirismo que resultou na criação das primeiras obras eletroacústicas do Rio Grande do Sul. E para homenagear Frederico Richter serão apresentadas três obras realizadas entre os anos de 1979 e 1981 na McGilll University, no Canadá: Estudo, Metamorfoses, Sonhos e Fantasia. As versões originais foram espacializadas pelo compositor Eloy F. Fritsch para serem difundidas através da Orquestra de Alto-falantes da UFRGS.

Frederico Richter, natural de Porto Alegre, radicou-se na cidade de Santa Maria onde assumiu, como Maestro Titular, a Orquestra Sinfônica de Santa Maria da qual foi o criador e fundador. Na Universidade, exerceu a docência como Professor Titular e regência por 33 anos. Começou a compor na infância e hoje suas obras somam mais de 150, entre títulos globais tais como Ciclos, Sinfonias, Peças Sinfônicas com coro e orquestra, cerca de 50 obras para Orquestra Sinfônica, Orquestra de Câmara, ópera, oratórios, canções, peças instrumentais e obras eletroacústicas. Dedicou-se à musica Fractal e à música moderna e pós-moderna. Suas obras tem sido apresentadas em diversos países e por todo o Brasil, sendo atualmente um dos compositores mais conhecido do Rio Grande do Sul. É Doutor em Música pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1962) e Pós-Doutor pela McGilll University, no Canadá (1979-81). Adotou o cognome de Frerídio pelo qual é conhecido pelos compositores. Tocou na Ospa (Orquestra Sinfônica de Porto Alegre) por 20 anos como 1º violino. Como maestro, regeu a OSPA, assim como orquestras em São Paulo, Porto Alegre e Montevidéu. Ministrou Cursos no Exterior e atuou como conferencista, músico, docente e pesquisador na Alemanha (Universidade Siegen e Hamburgo e IPN de Kiel ), Austria, Reino Unido, Universidade de Gasgow, Escócia, (onde foi Pesquisador Oversee, orientando Doutorandos). No Canadá lecionou Master-Classes em Música nas Universidades Concordia e McGill.

Estudo – Frederico Richter

Foi realizado em 1980 no Estúdio de Música Eletrônica da McGill University, em Montreal, Canadá. Trata-se de um estudo em que o compositor explora os recursos de um laboratório tradicional de música eletrônica. Os filtros, o envelope follower, a câmara de eco e o controle por voltagem não chegam a cair no corriqueiro do repertório tradicional. A Experiência de Richter com a musicalidade antes desenvolvida em sua produção sinfônica, permitiram que seus primeiros contatos com a eletrônica não determinassem a frieza maquinal eletronizada própria dos neófitos da eletroacústica. A peça, de construção formal bem equilibrada, desenvolve um discurso de espectros inarmônicos intercambiantes, que formam contrapontos esporádicos com constelações de sons longínqüos. O material sonoro de base inclui também sons concretos manipulados. Segundo o compositor, esta é a sua obra eletroacústica mais acessível, em razão da estereofonia cinética utilizada, que dá grande mobilidade ao discurso musical envolvendo fisicamente o espectador.

Sonhos e Fantasia – Frederico Richter

A obra foi realizada no Estúdio de McGill University de Montreal, Canadá. São usados somente sons eletrônicos, embora no final surjam sons concretos de um ruído branco construído com a acumulação de objetos sonoros. A obra é constituída de duas partes em que o compositor contrasta ambientes próximos e longínquos: 1- os sons de sinos extra-reais devem levar o corpo do ouvinte ao relaxamento completo; 2- eles soam distantes, num mundo de cores e fantasias; 3- eles nos trazem de novo à realidade.

Metamorfoses – Frederico Richter

A obra é baseada em partes com transformações. Após a introdução, o compositor dá vida a uma pequena “melodia”, através do uso de geradores comtrolados por voltagem.
A utilização das antigas técnicas de retrogradação da fita dá lugar a metamorfoses sonoras e formais. A forma se revela com características tradicionais e, assim, o compositor chega a incluir, no final, uma coda em que predominam ritmos brasileiros. A obra foi realizada no Estúdio de McGill University de Montreal, Canadá.

Difusão Sonora de Música Eletroacústica novembro