Difusão Sonora de obras musicais eletroacústicas do compositor e maestro Frederico Richter

HOMENAGEM AO COMPOSITOR E MAESTRO FREDERICO RICHTER

DIREÇÃO ARTÍSTICA E DIFUSÃO SONORA: PROF. E.F.FRITSCH

BOLSISTA: ETTORE SANFELICE

ONDE: Sala dos Sons – Av. Paulo Gama, 110 – 2 andar da Reitoria da UFRGS
QUANDO: 24 DE NOVEMBRO

HORÁRIO: 20h

ENTRADA FRANCA

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul presta homenagem ao maestro Frederico Richter pelo seu pioneirismo que resultou na criação das primeiras obras eletroacústicas do Rio Grande do Sul. E para homenagear Frederico Richter serão apresentadas três obras realizadas entre os anos de 1979 e 1981 na McGilll University, no Canadá: Estudo, Metamorfoses, Sonhos e Fantasia. As versões originais foram espacializadas pelo compositor Eloy F. Fritsch para serem difundidas através da Orquestra de Alto-falantes da UFRGS.

Frederico Richter, natural de Porto Alegre, radicou-se na cidade de Santa Maria onde assumiu, como Maestro Titular, a Orquestra Sinfônica de Santa Maria da qual foi o criador e fundador. Na Universidade, exerceu a docência como Professor Titular e regência por 33 anos. Começou a compor na infância e hoje suas obras somam mais de 150, entre títulos globais tais como Ciclos, Sinfonias, Peças Sinfônicas com coro e orquestra, cerca de 50 obras para Orquestra Sinfônica, Orquestra de Câmara, ópera, oratórios, canções, peças instrumentais e obras eletroacústicas. Dedicou-se à musica Fractal e à música moderna e pós-moderna. Suas obras tem sido apresentadas em diversos países e por todo o Brasil, sendo atualmente um dos compositores mais conhecido do Rio Grande do Sul. É Doutor em Música pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1962) e Pós-Doutor pela McGilll University, no Canadá (1979-81). Adotou o cognome de Frerídio pelo qual é conhecido pelos compositores. Tocou na Ospa (Orquestra Sinfônica de Porto Alegre) por 20 anos como 1º violino. Como maestro, regeu a OSPA, assim como orquestras em São Paulo, Porto Alegre e Montevidéu. Ministrou Cursos no Exterior e atuou como conferencista, músico, docente e pesquisador na Alemanha (Universidade Siegen e Hamburgo e IPN de Kiel ), Austria, Reino Unido, Universidade de Gasgow, Escócia, (onde foi Pesquisador Oversee, orientando Doutorandos). No Canadá lecionou Master-Classes em Música nas Universidades Concordia e McGill.

Estudo – Frederico Richter

Foi realizado em 1980 no Estúdio de Música Eletrônica da McGill University, em Montreal, Canadá. Trata-se de um estudo em que o compositor explora os recursos de um laboratório tradicional de música eletrônica. Os filtros, o envelope follower, a câmara de eco e o controle por voltagem não chegam a cair no corriqueiro do repertório tradicional. A Experiência de Richter com a musicalidade antes desenvolvida em sua produção sinfônica, permitiram que seus primeiros contatos com a eletrônica não determinassem a frieza maquinal eletronizada própria dos neófitos da eletroacústica. A peça, de construção formal bem equilibrada, desenvolve um discurso de espectros inarmônicos intercambiantes, que formam contrapontos esporádicos com constelações de sons longínqüos. O material sonoro de base inclui também sons concretos manipulados. Segundo o compositor, esta é a sua obra eletroacústica mais acessível, em razão da estereofonia cinética utilizada, que dá grande mobilidade ao discurso musical envolvendo fisicamente o espectador.

Sonhos e Fantasia – Frederico Richter

A obra foi realizada no Estúdio de McGill University de Montreal, Canadá. São usados somente sons eletrônicos, embora no final surjam sons concretos de um ruído branco construído com a acumulação de objetos sonoros. A obra é constituída de duas partes em que o compositor contrasta ambientes próximos e longínquos: 1- os sons de sinos extra-reais devem levar o corpo do ouvinte ao relaxamento completo; 2- eles soam distantes, num mundo de cores e fantasias; 3- eles nos trazem de novo à realidade.

Metamorfoses – Frederico Richter

A obra é baseada em partes com transformações. Após a introdução, o compositor dá vida a uma pequena “melodia”, através do uso de geradores comtrolados por voltagem.
A utilização das antigas técnicas de retrogradação da fita dá lugar a metamorfoses sonoras e formais. A forma se revela com características tradicionais e, assim, o compositor chega a incluir, no final, uma coda em que predominam ritmos brasileiros. A obra foi realizada no Estúdio de McGill University de Montreal, Canadá.

Difusão Sonora de Música Eletroacústica novembro

Concerto de final de semestre na Sala dos Sons

Estreia das obras musicais eletroacústicas para Orquestra de Alto-falantes compostas pelos alunos do curso de composição musical da UFRGS.

 

Dia 10/07/2014

Peças de:

Marina Marcon Moreira

Paula Renata dos Santos Graminho

Henrique Franke Magnoni

Paolo Sella

 

Dia 11/07/2014

Peças de:

Ettore Sanfelice

Gabriel Rigotti Soares

Matheus Colombelli de Abreu

Renato Dall Ago

Tomás Dornelles Piccininni

 

DIREÇÃO ARTÍSTICA e ORIENTAÇÃO: PROF. DR. E.F.FRITSCH

 

BOLSISTA: Ettore Sanfelice

ONDE: Sala dos Sons – Av. Paulo Gama, 110 – 2 andar da Reitoria da UFRGS

QUANDO: Dias 10 e 11 de julho de 2014

HORÁRIO: 20h

ENTRADA FRANCA

PROGRAMA 09-12-2013

SALA DOS SONS

Concerto de Música Eletroacústica

 

Este concerto de música eletroacústica apresenta as obras dos compositores Felipe Mendes de Vasconcelos (1o. Lugar no concurso Latino Americano de Música Eletroacústica), Noé Gerard Rene Faure e o Trio de Notebooks com obras de Felipe Garcete, Paulo Parada e Carolina Jung do Amaral.

 

SERVIÇO:

CONCERTO DE MÚSICA ELETROACÚSTCA

DIREÇÃO ARTÍSTICA: PROF. DR. E.F.FRITSCH

ONDE: Sala dos Sons – Av. Paulo Gama, 110 – 2 andar da Reitoria da UFRGS
QUANDO: 9 de dezembro – segunda-feira – horário: 20h

ENTRADA FRANCA

 

Obras acusmáticas dos compositores

 

Felipe Mendes de Vasconcelos

Noé Gerard Rene Faure

 

Obras para trio de Notebooks dos compositores

Felipe Garcete

Paulo Parada

Carolina Jung do Amaral.

 

PROGRAMA 19-11-2013

DIFUSÃO SONORA DE OBRAS MUSICAIS DO COMPOSITOR  LUCIANO ZANATTA

DIREÇÃO ARTÍSTICA: PROF. DR. E.F.FRITSCH

ONDE: Sala dos Sons – Av. Paulo Gama, 110 – 2 andar da Reitoria da UFRGS
QUANDO: 19 de Outubro

HORÁRIO: 19h

ENTRADA FRANCA

TRANS – composições de Luciano Zanatta realizadas em 2013

A visão artística que perpassa esta produção é a de superação das categorias, a diluição das diferenças entre gêneros. Música eletrônica e/ou eletroacústica, música de câmara, música gravada, música popular ou de concerto, música isso ou aquilo, protocolo de show, concerto, trabalho acadêmico – nenhuma normatividade é pretendida, nenhuma convenção é necessariamente respeitada. Em termos musicais este pensamento se manifesta por uma prática composicional abrangente e inclusiva, permeada por informações vindas de todo lugar.

Todas as composições são espacializadas em sistema 6.1 canais. Versões estéreo estão disponíveis para audição em https://soundcloud.com/lucianozanatta/sets/trans_2013

PROGRAMA

As quatro primeiras peças fazem parte de um trabalho em processo do grupo Os Relógios de Frederico. Neste momento, novembro de 2013, o trabalho se chama provisoriamente Fasksinuc d Fredebico.

1) Chupa, musicólogo!

Espécie de obra-deboche-manifesto ou nada disso. Primeira parte de um tríptico. Mergulho na matéria sonora seguido de ambientações disparatadas. Associações entre gestos e intenções que pretendem mais confundir do que orientar. Potência desestabilizadora do ruído e do alto volume. Potência poética das banalidades e dos sons sem fim de qualquer lugar. Rosnam os cães mas só a distorção salva.

2) Trulha

Trulha é um conjunto de linhas. Uma trama que se adensa, ganha massa e se espalha no espaço. Um fragmento gravado de bateria (retirado de uma gravação de um show obscuro no início dos anos 2000, adormecido em um hd por anos) é usado como fonte sonora. Fragmentação, transformação e repetição são os vetores. A textura rítmica é extrapolada em direção a timbres e melodias. Timbres harmônicos e inarmônicos, melodias às vezes temperadas, às vezes não. No processo de composição, os sons da bateria sugeriram outros timbres que foram incorporados por gravações diretas ou pelo uso de samplers.

3) Trends on Modern Semisqueço

Segunda parte do tríptico iniciado com “Chupa, musicólogo!”. Cenas de rotina cotidiana imaginária travestidas em música de fantasia. Rotina fantástica de música imaginária numa cena de cotidiano travesti. crescendo molto, piano subito. WTF music. Será mesmo que todo zero da função zeta tem parte real igual a meio?

4) Lembrança do Sesquicentenário de Santo Antônio da Patrulha

Por aqui todos conhecem a história: começa com Trulha e termina com Lembrança do Sesquicentenário de Santo Antônio da Patrulha. Batidas fortes, samplers e sequenciadores, guitarras e sintetizadores. Pancadão, distorção e ring modulator, tudo picotado e triturado na edição e incrementado com gravações adicionais.

5) Nancarrow Never Knows

Nunca fui capaz de tocar piano minimamente, sempre sem paciência para estudar. Isso não me impediu de ser apaixonado pelo som do instrumento em todas as suas possibilidades. Ao natural, transformado, mecânico, processado, o que for. Nancarrow Never Knows é uma homenagem a Conlon Nancarrowm e sua música para pianola, uma das revelações-em-música de memória mais viva. Nesta homenagem uso arpejadores e algoritmos generativos para controlar samplers e sintetizadores.

6) Salame Theremin

Em um grupo virtual de discussões sobre microtonalismo um dos integrantes fez uma forte reclamação a respeito da qualidade dos exemplos musicais apresentados: “parece alguém batendo num theremin com um salame”, disse. Esta afirmação foi o mote para a composição desta peça. Gravações randômicas de theremim, improvisos a esmo captados servindo de material bruto para transformação.

7) Um de Cada – versão completa

Difere esta versão completa da versão guitarra já apresentada em alguns recitais de duas formas: mais instrumentos, além da óbvia guitarra, e mais buffers no patch utilizado para tocar/gerar a música. Os buffers são preenchidos pelo áudio dos instrumentos (podem ser congelados ou permanecer em constante loop de gravação) e então são fatiados, transpostos e tocados em loops de durações diversas.

8) Monumento a uma Posteridade que não Haverá

Primeiro número de um futuro Compêndio de Restologia Musical. Sobras de gravação. Sons, músicas, gestos descartados do processo de performance – essa é a matéria. Se nada é muito sólido, nada é também muito duradouro. Nenhuma importância ou certeza é mais real que a imaginação que a gera.

PROGRAMA 07-10-2013

Difusão sonora de Música Eletroacústica

Estréia das obras musicais eletroacústicas dos compositores Eduardo Francisco,Felipe Garcete e Eduardo Miranda.

DIREÇÃO ARTÍSTICA: PROF. DR. E.F.FRITSCH

BOLSISTA: FELIPE GARCETE

ONDE: Sala dos Sons – Av. Paulo Gama, 110 – 2 andar da Reitoria da UFRGS
QUANDO: 07 de Outubro

HORÁRIO: 20h

ENTRADA FRANCA

PROGRAMA

ECOS OUTROS SONS (ESTRÉIA) – Eduardo Francisco

Som e resposta, ruído e eco, solidão e silêncio, sutileza e agressividade é o que nos remete a música “Ecos Outros Sons”.Construída sobre o motivo inicial de sons percussivos, e, sua reverberação; e, posteriormente da alternância destes com sons texturais que remetem a sons de uma indústria. A música atinge o seu ápice quando inicia uma seção com sons texturais sobrepostos sob uma nota pedal grave provocando um clima de bastante tensão. No final da peça há um retorno da sutileza inicial com sons texturais em camadas causando uma sensação de alívio contrastando com a seção anterior. A composição foi produzida durante as disciplinas de Música Eletroacústica I e II do Curso de Composição Musical sob orientação do Prof. Dr. E.F. Fritsch.

Eduardo Francisco é aluno do curso de composição da UFRGS, multinstrumentista, professor de música e poeta.Como baixista tocou em diversos projetos e também participou da fundação dos grupos Entropia(1996) e Dionysios(2012).

LUNAR (ESTRÉIA) – Felipe Garcete

Peça composta para o projeto de pesquisa Música Eletroacústica Experimental, coordenado pelo Profº Dr. Eloi Fritsch, e desenvolvido no Centro de Música Eletrônica da UFRGS.Foram empregados na composição sons criados por outros compositores registrados no acervo do CME. Estão presentes nessa composição sons oriundos dos catálogos dos seguintes compositores:Maria Eduarda Mendes Martins,Sergio Lemos,Alberto Tusi,Felipe Garcete e Elder Oliveira.Os sons dos catálogos foram transformados através do uso intensivo de plug-ins de processamento de áudio.A concepção da forma da música, bem como seu percurso dramático, textura e densidade tiveram como guia o gráfico da onda sonora de uma gravação de uma paisagem feita no Campus Central da UFRGS por Alberto Tusi.Obra desenvolvida especialmente para o sistema 8.0 da Orquestra de Alto-Falantes.

Felipe Moreira Garcete nasceu em 1989 em Porto Alegre. É estudante do curso de composição na UFRGS-IA sob orientação do Prof. Dr. Antonio Carlos Borges Cunha e bolsista da Sala dos Sons da UFRGS.

LE JARDIN DE JÉRÔME – Eduardo Miranda

Le Jardin de Jérôme” (O Jardim do Jerônimo” em português) foi composto em Burges, França, durante minha residência no Instituto de Música Eletroacústica de Bourges (IMEB), em 2001. A obra foi ecomendada pelo IMEB para o Festival Synthèse daquele ano.A obra foi inspirada pelos trípticos (quadro sobre três telas, dois dos quais se dobram sobre o do meio)do pintor holandês to século 15, Jerônimo Bosch (1474 -1516), “O Jardim das Delícias” e “A Carroça de Feno”.Os quadros de Bosch são famoso pelos detalhes fantásticos e muitas vezes pertubadores. Ele desenvolveu uma linguagem original e, muitas vezes macabra de simbolismo visual, às vezes, uma tradução literal de metáforas verbais encontrados na Bíblia.

Eduardo Reck Miranda nasceu em 1963 em Porto Alegre.É compositor de música de câmara e de peças eletroacústicas, com notáveis pesquisas científicas, em especial no campo da neurociência e música, onde as ondas cerebrais substituirão os teclados e
comandos de voz para permitir que as pessoas com deficiência possam se
expressar musicalmente. As composições de Miranda foram transmitidas e executadas em uma série de concertos e festivais em diversos países, recebendo prêmios e distinções na Europa e América do Sul, incluindo o Concorso Internazionale di Musica Luigi Russolo Elettroacustica (Itália, 1995, 1998).Realizou pesquisas na Sony Computer Science Laboratory e no início de 2000 foi nomeado professor visitante de Interactive Media Arts em Barcelona e Professor Associado Adjunto na Universidade Americana de Paris. Em 2003, Miranda mudou-se para a Universidade de Plymouth, onde atualmente coordena o Computer Music Research. Ele é também um membro associado do Laboratório de Computação Musical da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em sua cidade natal,Porto Alegre.